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Quarta Feira, 04 de Novembro de 2026

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Superoferta de suínos derruba preços e aumenta prejuízos dos produtores no Brasil

09 de Setembro de 2026 as 06h 15min

Maior disponibilidade de animais e carne suína pressionou as cotações em agosto – Foto: CNA

A elevada oferta de suínos para abate aprofundou a pressão sobre os preços da suinocultura brasileira em agosto. As cotações do animal vivo recuaram nas principais regiões produtoras, enquanto os valores da carcaça e dos cortes comercializados no atacado também perderam força.

Embora as exportações brasileiras de carne suína tenham mantido bom desempenho em volume, a redução do preço médio dos embarques limitou a capacidade do mercado externo de compensar as perdas registradas dentro do país. O cenário elevou a apreensão entre os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, agosto foi marcado por um ambiente desfavorável às cotações em todo o Brasil. A ampla disponibilidade de animais prontos para o abate permitiu que as indústrias adotassem uma postura mais conservadora nas negociações.

O crescimento da oferta também foi influenciado pelo elevado ritmo de abates observado no mês anterior. Em julho, o Brasil registrou o segundo maior volume mensal de abate de suínos de sua história, ampliando a disponibilidade de carne no mercado doméstico.

Com excedente tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, os frigoríficos encontraram pouca necessidade de elevar as propostas de compra. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda bloqueou qualquer tentativa de recuperação dos preços pagos aos suinocultores.

A pressão também se espalhou pelas demais regiões produtoras. Em Campo Grande/ms, o preço do quilo vivo caiu de R$ 4,90 para R$ 4,70. Na integração estadual, a referência recuou de R$ 4,95 para R$ 4,65. Em Mato Grosso, o suíno vivo negociado em Rondonópolis recuou de R$ 5,20 para R$ 5,00. Na integração estadual, a cotação diminuiu de R$ 4,95 para R$ 4,65.

Fonte: DA REPORTAGEM

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