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Tarifas dos EUA e tensão no Oriente Médio elevam incertezas para o agro
04 de Agosto de 2026 as 05h 14min
Possíveis impactos indiretos sobre logística, custos de produção, câmbio e demanda externa – Foto: Divulgação
O aumento das tarifas de importação adotadas pelos Estados Unidos e as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados internacionais, trazendo reflexos para o agronegócio brasileiro.
Apesar de produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas terem ficado de fora das novas tarifas, especialistas alertam para possíveis impactos indiretos sobre logística, custos de produção, câmbio e demanda externa.
Como resposta, o governo federal anunciou o programa Brasil Soberano 3, que disponibilizará R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para empresas afetadas pelas medidas americanas. Os recursos poderão ser usados para capital de giro, investimentos, inovação e diversificação de mercados.
Outro fator de preocupação é a alta do petróleo, impulsionada pelas incertezas geopolíticas. O barril do tipo Brent voltou a ser negociado próximo de US$ 100, pressionando os custos com diesel, fretes, fertilizantes e defensivos agrícolas.
Mesmo com esse cenário, algumas commodities agrícolas apresentaram valorização no mercado internacional. A soja subiu 4,1%, o milho avançou 4,2% e o algodão teve alta de 1,7%. Já o café recuou 2% e o açúcar registrou queda de 0,4%.
Economistas avaliam que o mercado continuará sensível aos desdobramentos da guerra comercial, da situação no Oriente Médio e do comportamento da economia global, fatores que devem influenciar o câmbio, a inflação e os custos do setor agropecuário nas próximas semanas.
Fonte: DA REPORTAGEM
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