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Tecnologia aumenta produtividade do milho em até 46 sacas por hectare

13 de Outubro de 2022 as 17h 57min

Ganhos com antecipação do plantio do milho na cultura da soja – Foto: Divulgação

Os ganhos médios diários de produtividade entre 1,5 e 2,3 sacas por hectare com a antecipação do plantio do milho na cultura da soja. Esses são os resultados obtidos com o Sistema Antecipe, método de cultivo intercalar desenvolvido pela Embrapa que permite o plantio da segunda safra do cereal em até 20 dias antes da colheita da soja.

Os números registrados, apresentados pelo pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Décio Karam durante o 33º Congresso Nacional de Milho e Sorgo (CNMS), surpreendem como uma solução eficiente para diminuir os efeitos causados pelas incertezas do clima na segunda safra. Segundo Karam, os resultados mais expressivos foram obtidos na segunda safra de 2021 em um experimento conduzido em Rio Verde, no qual o Antecipe entregou 46 sacas de milho por hectare a mais na mesma área.

Lançado em 2020, o Antecipe é um pacote que agrupa um sistema inédito de produção de grãos, uma semeadora-adubadora que é desenvolvida pela Embrapa e aprimorada pela empresa Jumil e um aplicativo para auxiliar o produtor a planejar a execução. O milho é semeado pelo equipamento nas entrelinhas de soja, durante o estádio R5 da leguminosa.

Na hora da colheita, o milho é cortado junto com a soja, ficando apenas um pequeno caule de cada planta do cereal. Só que, nesse momento, toda a lavoura de milho já está implantada, com raízes em pleno desenvolvimento e pronta para continuar crescendo. Esse plantio antecipado permite um ganho de até 20 dias e faz o cereal aproveitar condições climáticas mais favoráveis.

Artigos publicados em revistas técnicas das cooperativas Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano) e Cocamar (Cooperativa Agroindustrial – Maringá, PR) corroboram os dados inéditos apresentados. Resultados de experimentos conduzidos pela Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Soja e pelo Departamento Técnico da Cocamar endossam os incrementos de produtividade proporcionados pelo Sistema Antecipe quando comparados a épocas de semeaduras que são realizadas fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

“É importante salientar que o Sistema Antecipe não visa à substituição do cultivo do milho segunda safra hoje implantado no Brasil. Todos os resultados gerados até agora demonstram que essa técnica visa à redução de riscos do milho semeado fora do calendário agrícola preconizado pelo Zarc”, pondera Karam.

Os ganhos apresentados pelo Antecipe, em todas as regiões onde a tecnologia vem sendo implantada, demonstram que a produtividade de grãos é maior nesse sistema quando comparada à semeadura tardia. “Assim, o milho semeado em melhores condições de clima poderá ter produtividade superior ao Antecipe”, reforça Emerson Borghi, também pesquisador da Embrapa.

“Pelo que está demonstrado, o Antecipe produz mais que o milho semeado tardiamente”, reafirmam ambos os pesquisadores, responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho que culminou no lançamento da tecnologia após 13 anos de estudos.

Resultados obtidos no estado do Paraná e publicados na edição de janeiro de 2022 da revista Safratec, periódico produzido pela Cocamar, revelam ganhos diários de produtividade de até 3,9 sacos por hectare por dia de antecipação com a adoção do sistema, se comparados ao plantio do milho após a soja, fora da janela ideal de semeadura. Esses dados promissores foram registrados em Londrina, com o milho semeado em março de 2021. No início do desenvolvimento da tecnologia, em 2009, Campo Mourão, na região centro-oeste do estado, registrou 2,9 sacas a mais na mesma comparação.

Em Rio Verde, no sudoeste goiano, de acordo com resultados publicados no Anuário de Pesquisas de 2021 do Instituto de Ciência e Tecnologia da Comigo, “há ganho de 3,6 sacos de milho por hectare por dia nos 17 dias de antecipação em relação à semeadura tardia, o que significa um ganho de 40% em produtividade entre essas épocas”, diz o trecho de um artigo de autoria de pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo e de agrônomos da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e do Instituto de Ciência e Tecnologia (ITC) da Comigo.

Fonte: DA REPORTAGEM

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