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Trabalhadores de usina de álcool relatam desespero
Muitos deles estão vivendo de cestas básicas e sem perspectivas de acerto
30 de Abril de 2020 as 17h 50min
É considerada crítica a situação dos quase 300 funcionários demitidos pela usina de álcool de cana-de-açúcar do Grupo Porto Seguro, em Jaciara. Pautado pelas cobranças que têm recebido nos últimos meses, o deputado Max Russi (PSB) novamente expôs o drama vivido pelos trabalhadores, que estão sem receber suas rescisões trabalhistas. Russi fez um apelo às autoridades judiciárias de Mato Grosso, durante a sessão plenária de quarta-feira (29) na Assembleia Legislativa.
“Quero um documento dessa Casa de Leis ao Ministério Público do Trabalho. O Ministério Público do Trabalho tem que atuar nesta questão. Tem que defender aqueles trabalhadores, assim como a Assembleia o está fazendo”, disparou o deputado.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Fabricação de Álcool de Jaciara e Região, Isaías Gomes de Souza, disse ao parlamentar que a empresa não cumpriu com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público de Rondonópolis, após a demissão em massa.
Segundo Gomes, a usina se comprometeu em realizar o pagamento rescisório dos primeiros 288 colaboradores, desligados sem aviso prévio no dia 30 de janeiro do ano passado. Ele explicou que, conforme o acordo, os acertos seriam liquidados em 10 vezes, com a primeira parcela programada para ser paga no dia 25 de fevereiro.
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