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Sexta Feira, 27 de Março de 2026

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TRAGÉDIA AMBIENTAL Setores público e privado se articulam para prevenir mais incêndios no Pantanal

Em 2020, bioma passou boa parte do tempo literalmente pegando fogo

09 de Fevereiro de 2021 as 12h 57min

Quase 1/3 do Pantanal foi incendiado ano passado – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

No ano de 2020, cerca de 30% do Pantanal foi incendiado, segundo os dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa). Para evitar que o episódio não se repita no bioma este ano, poder público e privado se mobilizam para pensar fórmulas de prevenir a ocorrência de incêndios.

Na última semana, a convite da Associação Civil do Ecoturismo do Pantanal Norte (Aecopan), um encontro reuniu Organizações Não Governamentais e entidades ligadas ao turismo e ao setor produtivo do Pantanal de Mato-grossense e representantes do poder público na Fazenda Pouso Alegre para traçar estratégias de combate e prevenção de queimadas na vegetação.

Entre as iniciativas discutidas no encontro esteve a de iniciar o mapeamento das estruturas existentes para o combate aos incêndios florestais, bem como elencar as necessidades emergenciais da região, como a formação de brigadistas, aquisição de equipamentos e a desburocratização do manejo preventivo, como os aceiros, fogo controlado e perfuração de poços e tanques.

Segundo informações da assessoria, essa é apenas uma das ações previstas pela entidade na região. Segundo a Aecopan, a organização ainda pretende contribuir com a formação de 10 brigadas de voluntários contra incêndios no Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Do total, 6 serão na parte Norte, sendo duas na Transpantaneira, uma em Chapada dos Guimarães, uma em Santo Antônio de Leverger, uma na Fazenda Perigara e a última em Barão de Melgaço.Nesses espaços, a Ong pretende atuar na formação dos brigadistas, com a ajuda do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, e o fornecimento de alguns equipamentos.

Luiz Vicente da Silva Campos Filho, da Aecopan, afirma que a falta de comunicação foi um problema frequente durante o combate aos incêndios em 2020. Segundo o seu relato, houve registro de proprietários que teriam sido penalizados por fazer aceiros, procedimento indicados pelo Corpo de Bombeiros para conter as chamas.

A conversa entre todos os envolvidos é importante para resolver essas questões que envolvem ambas partes, do governo e pantaneiros, defende Luiz. Além disso, ele defende que é importante ter um plano de integração e que ele conte com a participação ativa da esfera governamental, que tem o poder decisório em muitas questões.

Outro ponto discutido foi a promoção da qualificação de brigadistas e operadores de máquina especialista em aceiros. Após uma busca, o grupo achou o curso apenas em Rondonópolis e Lucas do Rio Verde. Além do mais, eles estavam focados em atividades agrícolas e de mineração, o que nada tem a ver com o combate aos incêndios.

O pecuarista, representante do Sindicato Rural de Poconé e membro do movimento Guardiões do Pantanal, Ricardo Arruda, explica que várias reuniões estão sendo realizadas desde o começo do ano para tentar concretizar um plano de prevenção e combate aos incêndios florestais no Pantanal.

“Foi uma reunião importante porque conseguimos aparar todas as arestas e dar continuidade a construção de uma política de gestão compartilhada dos incêndios florestais”, comenta Arruda.

 

GOVERNO

O Governo Estadual, também objetivando a redução do número de incêndios no bioma pantaneiro, entregou o 1ºPelotão Independente do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) Grosso a Poconé. A unidade faz parte das ações do Estado para atuar no monitoramento e prevenção aos incêndios florestais na região do Pantanal mato-grossense.

A unidade possui área de 200 m² e é resultado de parceria entre a Secretaria de Estadual de Segurança Pública (SESP-MT) e a Prefeitura de Poconé, com apoio da iniciativa privada. O Governo investiu R$ 2,6 milhões em efetivo, veículos, mobiliário, radiocomunicação, materiais e equipamentos operacionais.

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