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Transformação de distribuidores requer cuidados
11 de Outubro de 2024 as 14h 10min
É preciso atenção para optar pelo modelo certo e não cair em armadilhas – Foto: Divulgação
Margens apertadas, insumos caros, o clima que oscila a cada semana, assim, o produtor rural passa 2024 com muitas turbulências. Neste cenário é preciso estratégias para diminuir os custos e otimizar as operações e com isso muitas vezes ele acaba optando por escolhas que talvez não sejam tão benéficas, pelo contrário, cause até prejuízos.
É o caso de alguns agricultores que têm recorrido a oficinas ou mecânicos para transformar distribuidores de insumos que são mecânicos em hidráulicos.
O especialista da Piccin Equipamentos, engenheiro agrônomo e coordenador de serviços ao cliente, Thiago Piccin, explica que esta prática tem se intensificado no campo e sendo vista com mais recorrência nas fazendas.
“No entanto, essa transformação pode trazer riscos, já que adaptações feitas fora de fábrica podem não garantir a precisão e a durabilidade desejadas. Além disso, modificações mal executadas resultam em falhas operacionais, menor desempenho e até mesmo acidentes, comprometendo a segurança e a eficiência da máquina”.
Os distribuidores mecânicos funcionam com componentes, engrenagens e eixos, que distribuem a força de tração diretamente do implemento para o sistema de distribuição. “Geralmente, é mais simples, menos custoso, mas oferece menos controle e precisão na distribuição do insumo”, explica o profissional.
Já o modelo hidráulico pode funcionar utilizando o sistema hidráulico do trator ou de maneira independente, com um próprio. “Essa configuração permite um maior controle sobre a velocidade e a taxa de aplicação, possibilitando ajustes precisos e uma distribuição mais uniforme. Ele também pode ser integrado com sistemas de agricultura de precisão, o que melhora a assertividade e a automação”, detalha Piccin.
Embora seja tecnicamente possível transformar um distribuidor mecânico em um hidráulico, essa modificação envolve a substituição ou adaptação de várias partes, como a instalação de um sistema hidráulico e a alteração dos componentes de controle e distribuição. Segundo o especialista da Piccin, os principais riscos dessa troca são:
Incompatibilidade de componentes: O uso de peças não originais ou adaptadas pode comprometer o desempenho do equipamento e a qualidade da distribuição.
Garantia: A transformação fora de fábrica anula a garantia do equipamento original.
Segurança: Sistemas hidráulicos mal adaptados podem causar vazamentos, falhas no controle da máquina e até acidentes, dependendo da qualidade da modificação.
Durabilidade do equipamento: A adaptação pode comprometer a durabilidade do implemento, especialmente se os componentes não forem corretamente dimensionados.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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