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Umidade compromete armazenagem e prejudica ritmo de colheita
17 de Março de 2022 as 15h 00min
Agricultores estão apreensivos: chuva não tem dado trégua – Foto: Divulgação
O excesso de umidade da soja colhida em Mato Grosso está comprometendo a capacidade estática de alguns armazéns e prejudicando o ritmo da colheita em alguns municípios da região do Vale do Araguaia.
Em Água Boa, além da falta de espaço nos armazéns para guardar a safra, os agricultores também estão sem transporte para escoar a produção, mesmo pagando quase o dobro pelo valor do frete. A colheita da soja está praticamente finalizada em Mato Grosso. Passou de 96% da área cultivada, segundo o Imea.
Mas na região do Vale do Araguaia, onde o plantio é feito mais tarde em relação às demais, ainda tem muita lavoura em fase de maturação de grãos. Os agricultores estão apreensivos. A chuva que não tem dado trégua. Até mesmo cidades com histórico pluviométrico de baixa umidade nesta época, teve médias generosas durante o ciclo da cultura este ano, como no caso de Nova Xavantina.
“Mais de 1,7 mil milímetros, lugar com depressão criou lagoa, não esperava uma situação desse tipo principalmente nesta região onde era em torno de 1,2 mil, 1,3 mil o normal, esse ano vai passar de 1,8 mil milímetros. Agora o desafio principal nosso é focar em tirar essa soja o mais rápido possível, estão falando que tem previsão de chuva para semana que vem, nós estamos bem apreensivos”, diz o produtor Caio Battistetti.
Battistetti plantou 1,2 mil hectares em Nova Xavantina. Ele conta que começou a colher os primeiros talhões, mas a alta umidade dificulta o trabalho. Ele teme novos prejuízos, como os que registrou na área que cultiva em outro município da região.
“Atolando máquinas, caminhão, tem talhão que inundou, que passou bastante tempo debaixo d’água, há previsão de chuva para semana que vem, então nós temos que colher o máximo agora. Onde podemos entrar, mesmo com um pouco de umidade, a gente está entrando, com medo de mais na frente perder soja, como já aconteceu, em Querência, onde começamos colhendo 82 sacos por hectare e estamos torcendo para fechar a média nos 64, temos talhão que está em 40”, complementa.
Fonte: DA REPORTAGEM
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