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União Brasil expõe racha e os irmãos Campos desafiam Mauro Mendes em 2026
09 de Junho de 2026 as 04h 35min
Crise amplia divisão na federação governista - Foto: Assessoria
A disputa interna no União Brasil ganhou novos contornos nesta semana após o deputado estadual Júlio Campos afirmar que o grupo político liderado pelo senador Jayme Campos não depende do apoio do ex-governador Mauro Mendes para disputar o Governo de Mato Grosso em 2026.
A declaração escancara a divisão existente dentro da federação formada por União Brasil e Progressistas e evidencia o impasse sobre qual projeto político a sigla deverá apoiar na próxima eleição estadual.
Segundo Júlio, a ala ligada à família Campos está determinada a lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás e não pretende condicionar esse movimento ao apoio do ex-governador.
“Nós já falamos: Mauro, não queremos o seu apoio. Você está liberado para apoiar o Otaviano Pivetta. O Jayme Campos é candidato a governador sem precisar do seu apoio”, afirmou.
O embate ocorre porque Mauro Mendes trabalha pela consolidação da candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como principal nome para dar continuidade ao grupo político que governa Mato Grosso desde 2019. Já o grupo de Jayme Campos defende que o União Brasil mantenha candidatura própria ao governo, preservando protagonismo na disputa majoritária.
Nos bastidores, a principal disputa envolve o controle político da federação União Progressista. A definição sobre qual projeto receberá o apoio formal da estrutura partidária é considerada estratégica para a eleição de 2026.
Caso a federação caminhe oficialmente ao lado de Pivetta, o Republicanos ganharia reforço no tempo de propaganda eleitoral, na distribuição de recursos partidários e na articulação regional.
Por outro lado, uma candidatura própria de Jayme Campos poderia alterar o equilíbrio das forças governistas e provocar uma divisão dentro da base atualmente alinhada ao Palácio Paiaguás.
Júlio Campos sustenta que o grupo favorável ao senador possui maioria entre os convencionais do partido e demonstra confiança na viabilidade da candidatura independentemente da posição adotada por Mauro Mendes.
Apesar das críticas, o deputado afirmou defender uma solução negociada para o conflito interno. “Nós queremos pacificação. É bom ficar calmo, tomar chá de capim-cidreira e conciliarmos”, declarou.
A disputa entre os dois grupos é vista por lideranças políticas como uma das principais incógnitas do cenário eleitoral mato-grossense, já que a decisão da federação poderá influenciar diretamente a formação das alianças para a sucessão estadual.
Fonte: DA REPORTAGEM
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