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Urnas encerram ciclo de Campos e Fagundes na política de MT
06 de Outubro de 2026 as 05h 20min
Família Campos foi catapultada da política – Foto: Divulgação
As eleições de 2026 impuseram um duro revés a dois dos grupos mais tradicionais da política de Mato Grosso: os Campos, de Várzea Grande, e os Fagundes. O resultado das urnas deixa as duas famílias sem representantes eleitos entre os principais cargos disputados nesta eleição.
A família Campos, que há mais de cinco décadas ocupa espaços de poder em Mato Grosso, termina a eleição sem um integrante com mandato eletivo. Júlio Campos, que já foi prefeito de Várzea Grande, governador, deputado federal e senador, não conseguiu renovar sua cadeira na Assembleia Legislativa. Jayme Campos, por sua vez, encerra seu mandato no Senado sem conseguir retornar ao Palácio Paiaguás, projeto que foi barrado pelo próprio União Brasil durante a convenção partidária.
A derrota de Jayme abriu caminho para uma das alianças mais emblemáticas da eleição. Depois de perder internamente a disputa para representar o União Brasil na corrida ao Governo, o senador rompeu politicamente com o caminho escolhido pelo partido, que apoiou Otaviano Pivetta, e passou a apoiar Wellington Fagundes ao Governo.
Do outro lado, Fagundes também não conseguiu alcançar o resultado esperado nas urnas. O senador, que buscava chegar ao Palácio Paiaguás, terminou derrotado na disputa pelo Governo do Estado, encerrando uma trajetória marcada por décadas de atuação política em Mato Grosso.
A aproximação entre Campos e Fagundes colocou no mesmo palanque dois grupos historicamente influentes na política mato-grossense. A estratégia, porém, não encontrou nas urnas a força esperada.
O resultado deixa uma fotografia política difícil de ignorar: pela primeira vez em décadas, os principais sobrenomes desses grupos não terão representantes eleitos no Senado ou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Mais do que derrotas individuais, a eleição de 2026 marca uma mudança de ciclo. Famílias que por décadas ocuparam cargos, comandaram partidos, formaram alianças e influenciaram sucessões políticas agora terão de reconstruir seu espaço fora dos mandatos eletivos. As urnas, desta vez, não apenas escolheram novos nomes. Também sinalizaram que, em Mato Grosso, sobrenome e tradição já não garantem a permanência no poder.
Fonte: DA REPORTAGEM
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