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Usina de etanol de milho depende da oferta de eucalipto na região de Querência
24 de Julho de 2022 as 06h 18min
Eucalipto é utilizado nas caldeiras dentro do processo de produção do etanol – Foto: Divulgação
A FS Bioenergia está em vistas de começar a construção da usina que vai produzir etanol de milho no município de Querência. Porém, conforme o presidente do Sindicato Rural, Gilmar Wentz, em recente visita a Querência, o sócio fundador da FS, Marino Franz, disse que para dar início ao investimento, é preciso garantia de biomassa.
O eucalipto ou bambu é utilizado nas caldeiras dentro do processo de produção do etanol. Sem essa biomassa, se torna inviável a instalação de uma usina. “Foi nos incumbido de aqui até o final do ano, garantir esse fornecimento. Essa é a condicionante para que a usina se instale em Querência”, disse Gilmar Wentz. A FS já tem uma área adquirida próxima da cidade para o investimento.
O presidente do Sindicato Rural, ponderou, porém, que como as áreas dentro de Querência são muito valorizadas, poucos agricultores tem interesse em parar de produzir grãos para plantar eucalipto. Para resolver esse problema, ele vislumbra áreas de terras em Canarana ou Ribeirão Cascalheira, no que chamam de terras marginais, com potencial de produzir lenha que vai, daqui quatro ou cinco anos, abastecer a usina.
Outro desafio da indústria, é que com a construção de plantas que produzem o etanol, já instalas na região da BR-163, praticamente a produção de lenha disponível em Mato Grosso ou mesmo a produção de mudas em viveiros que abastecem as novas florestas, estão no limite.
“Hoje faltam viveiros que produzam mudas. É uma dificuldade hoje, mas que pode se tornar uma oportunidade amanhã. Esse mesmo processo aconteceu nos outros municípios que receberam usinas de etanol e aqui não vai ser diferente, vamos resolver”, disse Wentz.
Ainda conforme opinou Gilmar, o produtor rural precisa participar desse processo, porque afinal ele faz parte dessa cadeia. “Com a usina de etanol instalada aqui em Querência, teremos a garantia de que pelo menos parte da nossa produção de milho terá mercado. Então o produtor também será beneficiado”, finalizou.
Na região, além da FS em Querência, que consumirá a produção de uma área equivalente a 200 mil hectares com milho, outra usina, essa da Agribrasil, já anunciou que irá se instalar em Canarana, consumindo a produção de cerca de 100 mil hectares. Portanto, o investimento em biomassa terá que ser maior ainda para atender os investimentos no setor que estão para acontecer aqui no Médio Araguaia.
Fonte: DA REPORTAGEM - AGR Notícias
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