Noticias
VERGONHA: São Paulo precisa de diagnóstico profundo para entender fracassos
Eliminado do Paulista pelo Mirassol, clube enfrenta pressão por títulos
31 de Julho de 2020 as 14h 00min
Foto: Rubens Chiri
DA REPORTAGEM
Pouco depois da eliminação para o Mirassol, no Morumbi, na quarta-feira à noite, pelo Campeonato Paulista, a direção do São Paulo tratou de abafar a possibilidade de troca na comissão técnica comandada por Fernando Diniz. Um sinal de que há pressão pela troca. Não chega a ser novidade que um técnico tenha seu emprego por um fio após um vexame como o sofrido pelo São Paulo nas quartas de final de estadual.
No Morumbi, que se tornou um moedor de técnico nos últimos anos, a situação é recorrente e deve preocupar Fernando Diniz, mesmo o treinador tendo sido elogiado pelo trabalho desenvolvido. Mas há agravantes. O primeiro, óbvio, é que a eliminação se deu para uma equipe pequena, que foi desfigurada durante a paralisação do Paulista causada pela pandemia de Covid-19. O Mirassol perdeu 18 jogadores, oito titulares.
O Campeonato Paulista era a melhor oportunidade de tirar o São Paulo da fila. São 15 anos sem vencer o torneio, oito anos sem vencer qualquer torneio – desde a Sul-Americana de 2012. É tempo demais para um time que passou a primeira metade deste século, ainda jovem, se gabando de uma agora distante soberania.
A equipe de Fernando Diniz parecia a mais preparada para levantar o troféu no próximo dia 8 de agosto. Era o time mais interessante do Paulista quando o campeonato parou. Durante a paralisação, viu o Palmeiras perder seu principal jogador (Dudu), o Corinthians se enfiar num buraco de dívidas, e o Santos preso numa longa crise financeira e política.
Vencer o Paulista aliviaria o enorme peso do jejum de títulos no Morumbi. Peso que tem causado estragos no clube. O São Paulo abandonou qualidades como responsabilidade financeira e blindagem a técnicos.
Sob a gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, iniciada em 2015, foram 10 trocas de treinadores, uma única final (Paulista de 2019), nenhuma taça. E assim será, já que o mandato termina em dezembro e não há como vencer qualquer título até lá, já que o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Libertadores só terminarão no início de 2021.
Trocar de treinador não adiantou, torrar dinheiro também não. O São Paulo passou a gastar alto na contratação de jogadores, sem retorno. Só em 2019, foram R$ 130 milhões, segundo relatório do banco Itaú BBA divulgado nesta semana. Nos últimos cinco anos, R$ 416 milhões.
Nenhuma taça. E uma dívida acumulada de R$ 526 milhões que estrangula o clube, que ficou devendo salários aos atletas no começo do ano, antes da pandemia que já ampliou os estragos dessa crise financeira. A campanha eleitoral que se aproxima não deve ajudar. Num clube conturbado, é possível que a corrida pela cadeira de Leco gere ainda mais turbulências.
Os remédios escolhidos pelo São Paulo não funcionaram. Aumentar a dose não deve dar resultado. O clube precisa passar por um diagnóstico mais profundo para compreender os motivos desses seguidos fracassos.
Veja Mais
Moradores de Sinop e Tangará da Serra ganham R$ 100 mil no sorteio do Nota MT
Publicado em 14 de Março de 2026 ás 12h 55min
Organizada do Botafogo vai ao CT para cobrar jogadores e diretores
Publicado em 14 de Março de 2026 ás 10h 52min
Projeto “Lembre de Mim” localiza 58 pessoas desaparecidas em MT
Publicado em 14 de Março de 2026 ás 07h 57min
