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VILA RICA Vaqueiro que matou procuradores é condenado a 47 anos de prisão
Procuradores foram mortos por desconfiar que o homem estava furtando gado e revendendo os animais
08 de Agosto de 2019 as 00h 00min
José Bonfim foi a júri por assassinato de procuradores do DF e do RJ – Foto: TJMT/Assessoria
DA REPORTAGEM
O vaqueiro José Bonfim Alves Santana, 45 anos, foi condenado a cumprir 47 anos e 3 meses de prisão (mais um ano e meio de detenção) pelo assassinato de dois procuradores estaduais em uma fazenda em Vila Rica. O júri começou na terça (6) e terminou na madrugada desta quarta-feira (7) no Fórum de Vila Rica.
Saint-Clair Martins Souto, 78 anos, e Saint-Clair Diniz Martins Souto, pai e filho, respectivamente, foram mortos a tiros em Vila Rica em setembro de 2016. Um dia depois, Bonfim foi preso em Colinas/TO e confessou o crime. Desde então o vaqueiro está preso na Penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa.
A previsão, anteriormente, era de que o júri se estendesse até hoje (8), no entanto, terminou antes do esperado. Bonfim deve retornar ao presídio onde vai cumprir a pena.
JÚRI
A viúva e mãe das vítimas, Elizabeth Diniz Martins Souto, é advogada e atuou como assistente de acusação e a nora dela, viúva de Saint Clair Filho, Maria Cecília de Marco Rocha, que é juíza federal, foi representada como assistente de acusação pelo advogado Mário Alves Ribeiro.
“Extremamente triste, porque a vida toda subi na tribuna e nunca pude imaginar que já no apagar das luzes, há tantos anos de profissão, querendo parar, eu fosse fazer Justiça ao meu marido e ao meu filho”, declarou.
No julgamento, o vaqueiro confessou o assassinato dos procuradores, mas se manteve em silêncio durante a audiência. “Primeiro eu queria pedir desculpa para a família das vítimas, pedir desculpa para a população de Vila Rica, cumprimentar a bancada aqui. O povo que veio assistir, a expectativa deles é ouvir um depoimento meu mais específico, mas no momento achei por bem não falar nada”, disse José Bonfim.
O CASO
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Bonfim atirou em Saint-Clair quando o idoso estava montado em um cavalo. A vítima foi atingida pelas costas enquanto andava pela propriedade.
O funcionário, então, foi até o curral da fazenda e procurou pelo filho da vítima dizendo que o pai havia caído no pasto. Os dois foram a cavalo até o local indicado por Bonfim.
No momento em que Saint-Clair viu o pai caído, desceu do cavalo e se aproximou. Bonfim, ainda montado no cavalo, atirou e matou a segunda vítima pelas costas. O funcionário ainda escondeu os corpos das vítimas.
Para o MPE, Bonfim matou as vítimas porque os procuradores teriam desconfiado que o funcionário estava furtando gado e revendendo os animais deles. O vaqueiro confessou o crime, tanto à polícia quando à Justiça de Mato Grosso.
Quando do início das novas investigações sobre o crime de furto de gado, o delegado Gutemberg de Lucena afirmou à época que o funcionário teria causado um prejuízo de, pelo menos, R$ 1 milhão às vítimas.
Com a quebra do sigilo bancário, a polícia descobriu que a movimentação financeira na conta do funcionário nos últimos meses era bem maior do que salário que ele recebia, de R$ 1,2 mil por mês. Ele foi capturado após fazer um saque em uma agência em Colinas do Tocantins. Bonfim era funcionário da família há oito anos.
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