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Domingo, 05 de Julho de 2026

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Volume de vendas para o Dia das Mães cai, diz CNC

07 de Maio de 2022 as 09h 00min

Volume de vendas deve chegar a R$ 14,4 bilhões – Foto: Divulgação

O volume de vendas do comércio varejista para o Dia das Mães deverá chegar a R$ 14,42 bilhões, uma queda de 1,8% em relação à movimentação financeira real, isto é, descontada a inflação, do ano anterior, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em 2021, o volume de vendas chegou a R$ 14,68 bilhões.

A estimativa leva em conta a inflação elevada e os juros em alta, avaliou hoje (5), em entrevista à Agência Brasil, o economista da CNC Fabio Bentes, responsável pela pesquisa.

“Não poderia ser diferente, diante das condições atuais de consumo, quando a gente está com uma inflação de dois dígitos já há algum tempo, taxas de juros no maior patamar dos últimos cinco anos e a gente tem um rendimento médio da população apresentando queda real de 6%, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse Bentes.

“Não daria para esperar crescimento diante dessas condições. Ainda que se considere a reabertura total do comércio, o consumidor está com o bolso ainda prejudicado pela inflação alta, juros em alta e, principalmente, pela questão do mercado de trabalho, que precisa ser melhor endereçada”, completou o economista.

Apesar da redução projetada para a data, o número é superior aos R$ 8,8 bilhões registrados em 2020, no auge da pandemia de covid-19, quando grande parte dos estabelecimentos estava fechada. “O varejão do Dia das Mães estava fechado, em maio de 2020, e a gente estava lutando para criar condições de reabertura”, lembrou Fabio Bentes.

“Em 2021, o cenário já era melhor e, em 2022, apesar de a pandemia ainda existir, ela está mais enfraquecida. O problema é a conjugação de fatores de consumo, que não têm sido favoráveis para a expansão das vendas”, completou Bentes.

VARIAÇÃO POSITIVA

A pesquisa da CNC revela que, pela primeira vez, nenhum dos 26 itens que compõem a cesta de bens e serviços avaliados deverá ter retração, na comparação com o ano anterior. A variação média desses itens, da ordem de 10,6%, deverá ser a maior da série histórica iniciada em 2013, pressionada pela inflação corrente. Os itens medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), acumulado em 12 meses, destacam as variações nos preços de eletrodomésticos, como refrigeradores (+27,8%) e fogões (+24,9%).

Do mesmo modo, itens de mobiliário associados à data comemorativa também tendem a apresentar variação significativa (+19,4%), o que deverá desestimular a busca por esses produtos, especialmente considerando a tendência recente de elevação do custo do crédito.

Levantamento efetuado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) identificou que, em maio de 2021, a taxa de juros básica da economia brasileira estava em 3,5% ao ano.

Dez meses depois, os juros básicos já se situavam em 11,75% ao ano. No mesmo período, a taxa média de juros das principais operações de crédito saltou de 5,88% ao mês (ou 98,5% ao ano) para 6,57% ao mês (ou 145,9% ao ano).

O ramo de vestuário, calçados e acessórios, que costuma responder pela maior fatia das vendas, deve seguir liderando este ano, com previsão de faturamento de R$ 6,69 bilhões, avanço de 1,4% em relação ao registrado no ano passado.

Por outro lado, os segmentos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 2,33 bilhões) e móveis e eletrodomésticos (R$ 2,29 bilhões) devem apresentar quedas de 9,3% e 9,5%, respectivamente.

Fonte: DA REPORTAGEM

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